gol varig

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes e a Varig se efetivaram sua fusão com a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Mas essa fusão é uma vantagem para o consumidor?

A empresa aérea poderá continuar a utilizar as duas marcas Gol e Varig, mas poderá juntar os vôos, rotas, funcionários, sedes administrativas e físicas, etc. Se as duas marcas permanecerão existindo isso depende dos dirigentes da Gol Linhas Aéreas Inteligentes.

Como em toda fusão empresarial possivelmente haverá muitas demissões, pois a tendência seria eliminar a duplicidade de funções e, por efeito, muitos funcionários nestas atividades.

O programa de fidelidade Smiles da Varig unido com o da Gol poderá fazer maior frente à Fidelidade TAM, líder neste tipo de programa no Brasil. É também possível que esse programa ganhe ainda mais força se for unido ao SkyTeam, que é uma aliança de várias companhias aéreas que atuam em todo o mundo, que hoje conta com 11 companhias aéreas, 16.409 vôos diários, 841 destinos em 162 países.

Com uma variedade maior de aeronaves e uma mudança na taxa de lotação das mesmas, a Gol, que foi um dia um empresa low cost/low fare (baixo custo, baixas tarifas) tenderá a utilizar um modelo misto das duas companhias aéreas, pois a parte low fare parece ter desaparecido há algum tempo em vista dos custos das passagens nos últimos meses. Possivelmente tentarão adotar o modelo das linhas aéreas LAN e TAM.

A equalização do serviço de bordo das duas companhias aéreas possivelmente irá eliminar com a barrinha de cereal/goiabinha distribuída pela Gol e empobrecer o serviço da Varig.

Fusões empresariais geralmente não trazem muitos benefícios para o consumidor, pois significa redução na competitividade do mercado. E este caso não é diferente. Com uma das maiores companhias aéreas deixando de existir, a luta para atrair clientes com a melhoria de serviços e preços reduz resultando, freqüentemente, em piores serviços e tarifas maiores. [Quela Passagem]